quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

"Não me encaixo nesse mundo cego"

     Começo esse post com uma frase da Marcela Taís: "talvez o avesso seja o meu lado certo, pois não me encaixo nesse mundo cego!". Observando as pessoas na atualidade, tenho percebido que as ideias estão cada vez mais divididas. Uma individualidade tem tomado conta das discussões e pensamentos de forma que, o que parece é que temos sempre que escolher um lado: ou você gosta de azul ou bege, ou você ama compulsivamente chocolate e pizza ou é totalmente fitness e não come nada de carboidratos... E por aí vai! Mas, um assunto polêmico é sua posição diante do sexismo. Ou você é machista ou feminista. Apesar de, durante toda minha graduação, ter ouvido falar sobre esses temas, não me sinto sábia o suficiente para falar deles com propriedade. Contudo, gostaria de expor minha opinião enquanto mulher cristã.
      Muitos dizem que não podemos ser feministas por sermos cristãos. Mas o que é feminismo? Se ser feminista é não suportar a ideia de mulheres sofrendo agressões de seus maridos, pais, irmãos, tios, estranhos; se feminista é querer ter o direito de receber um salário equivalente ao que um homem recebe exercendo a mesma função que você; se ser feminista é querer ter o direito de andar sozinha na rua sem medo de ser violentada ou ouvir "gracinhas" inconveniente... Então, eu sou feminista!
       Mas, ao mesmo tempo, temos que considerar: o que dizem que é machismo? Machismo é um homem abrir a porta do carro para você? Machismo é ele pagar a conta do restaurante que ele te levou? Seu namorado/marido está sendo machista quando se oferece para abrir um pote para você? É opressor um homem querer cuidar de você? Se ser machista é ter o desejo de se casar e ter alguém contigo para te dar força todos os dias, dividindo suas alegrias e aflições por toda a vida... Então, também sou machista!
     O que precisamos entender é que não deve ser uma questão de gênero! Não temos que ficar em discussões tolas sobre qual a taxa de homicídios e violências domésticas maiores: as dos homens ou mulheres. Temos que lutar juntos contra qualquer tipo de violência e ponto final. Assim como não é a cor da pele que define o caráter do indivíduo, também não deve ser o seu gênero que define a importância de uma atitude por ele tomada.
     Não me sinto silenciada nem agredida quando meu namorado diz que quer cuidar de mim. Sinto-me amada! Na verdade, o maior problema é que as pessoas estão deixando de amar e deixando de permitir serem amadas.
     Outra coisa, muitos enchem a boca para dizer: "- Mas na Bíblia está escrito que as mulheres devem ser submissas aos seus maridos!" Queridinho (a), por favor, leia toda a passagem. Sim, a Bíblia diz isso, mas a continuação do versículo é linda! Ela diz que os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a igreja. Honestamente, se meu marido me amar da mesma forma que Cristo amou a igreja a ponto de dar sua vida por ela, não terei problema nenhum em obedecê-lo, pois saberei que todas as decisões que ele tomar serão para o meu bem.
     Concordo com você, Marcela Taís, não me encaixo nesse mundo cego em que só uma ideia pode ser defendida. A minha lógica é a do céu!

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